Atualização do caso da tartaruga de couro Esperança


No dia 15/10/2020 o Projeto (a)mar realizou uma operação conjunta de resgate e soltura de uma tartaruga de couro, com policiais militares da Companhia Independente de Polícia e Proteção Ambiental (CIPPA) e Marinha do Brasil (base Ilhéus), e contou com o apoio da população local, de membros da Comunidade Terapêutica Fonte dos Milagres, com participação remota de técnicos do ICMBIO, Centro TAMAR e Fundação Pró Tamar (detalhes no link https://www.projetoamarba.org/post/relato-de-caso-situação-de-encalhe-de-um-indivíduo-vivo-dedermochelys-coriacea-no-sul-da-bahia ). As equipes locais envolvidas ficaram em alerta realizando o rastreamento das praias em Ilhéus nos dias seguintes, seguindo protocolos de atuação. O Projeto (a)mar também recolheu relatos de moradores da região, e segundo informações fornecidas por populares, uma tartaruga de couro foi vista desovando no local há anos atrás. Diante da situação, por se tratar de uma fêmea adulta, em meio a temporada reprodutiva de tartarugas marinhas no Brasil, apresentando quadro clínico saudável, acreditamos que esteja tentando subir à praia para desovar. No sábado (17/10/20) a tartaruga de couro Esperança, foi avistada na água há cerca de 200m da costa, em comportamento considerado normal, nas proximidades de onde foi encontrada encalhada dia 15/10/20. O animal estava sendo monitorado à distância, com a equipe analisando seu comportamento e atividade respiratória. Na maré cheia ela se aproximou ainda mais da praia, naquele momento havia chuva e vento forte e as ondas ficaram muito agitadas, infelizmente devido a ausência de uma das nadadeiras peitorais Esperança não conseguia competir com a força da maré e acabou se machucando nas pedras de contenção na faixa limite da praia. Outro agravante da situação é que a praia em questão há muitos anos sofre uma severa erosão devido ao avanço do nível do mar, e esta erosão vem sendo evitada com a colocação de pedras como contenção da força da água sobre as casas, cabanas, pousadas e rodovia (esses fatores acabam resultando na perda de área de nidificação para tartarugas marinhas). Devido a esta situação foi necessário intervir, a fim de evitar que a mesma continuasse se chocando nas pedras, se machucando ainda mais ou se afogando. Com o início da baixa-mar, conseguimos acessar o animal na zona de espraiamento das ondas, observamos que estava com muitos ferimentos por todo o corpo, e provável início de afogamento, sendo necessária nova avaliação clínica e cuidados médico veterinários emergenciais. Diante do novo quadro clínico, e almejando o bem estar do animal, sua segurança e das pessoas envolvidas na operação, foi realizada novamente a transferência do animal para outra praia mais abrigada e segura, para sua estabilização e aclimatação até a soltura que estava prevista para ocorrer pela manhã do dia seguinte, longe da costa, direcionada por embarcação autorizada.


Veja a publicação completa no arquivo abaixo:

relato_de_caso_-_atualização_do_caso_D
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